segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ah, que não seja meu o mundo onde o amor morreu.

Vinícius tem me ensinado a ouvir lento e compreender rápido, um violão, uma canção e uma poesia. Mas como faz pra viver um grande amor mesmo? Eu não sei remar irmão.

“E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha...”
*

Ah, tenha dó Vinícius. Teus eufemismos machistas não me convencem a levantar da cama depois do amor e preparar um franguinho pra cumprir a rigor as dietas conjugais. A minha bossa talvez seja nova demais. A modernidade nos ensina a comer nuggets ao meio dia e serviço express à noite.
Já ouviu falar em SPA amoroso? Pois é, deveriam criar um. Assim como perder calorias e eliminar gorduras, aprenderíamos a amar e não enfraquecer com essas coisas todas que a tal palavra fatídica nos trás.

“O amor seria então uma criação fulgurante do tédio e da inocência, feito do carnal recorte da beleza, magnífica de crueldade.”
**

Muito mais real e áspero. Um blues para Emmett, uma ausência, um Bocochê. Um canto de Oxum, um Samba da benção, um Catendê. Ou como dizia o poeta em alto e bom tom:

“Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar”
***





* Para viver um grande amor,composição: Vinícius de Moraes e Toquinho
** Mada/2006
*** Tempo de amor (samba do veloso), composição: Vinícius de Moraes e Baden Powell

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