quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"A marcha e o ritmo das próprias coisas"


O Semestre começa depois de ameaças, neuroses e manias que vão acompanhar muita gente por toda vida. Até eu não resito mais a um pote de álcool em gel dando mole. Só não perdi a mania de aglomerações. Primeira semana assumi o esquema de cuidados, segunda semana descuidei, pra todas as outras aceitei os riscos. Não sei se essa gripe ta no final, mas eu já sou sobrevivente, pelo menos até aqui, numa sala de aula abafada de gente.
E nesse começo de aula vem aquele papo de sempre e um saco mais cheio do que balão de gás hélio. Meu plano de ensino ainda ta pra ser fundado. Futuramente, quem sabe, uma disciplina de Teorias Subjetivas sem avaliações finais e sem crise do pensamento histórico, por favor! Oh, até Hegel jogaria pro alto sua dialética meia boca. Será pecado ofender os mortos no caso do espírito se movimentar? Marx, Marx me traga para o processo de abstração, e logo...
A natureza das coisas me afeta bixo. O que está no devido lugar, o que vem fora de eixo, o convencional e rotineiro contrapondo o bizarro e o exagero. As vezes vivo dentro do meu pensamento, fato, e fica difícil assimilar o movimento dos outros.
E essa crise toda tem lógica. Poxa, fiquei pensando se o meu objeto na história é mesmo o tempo. Ta aí, eu não sei. Tenho dificuldade em lidar com ele. E isso não é coisa de quem tem medo de envelhecer ou reza pra morrer em paz. Mas é que se movimentar dentro desse tempo e olhar pra tudo que parou no mesmo espaço e virou sei lá o que, confunde.
Tenho teses de que um sintoma nunca sai inteiramente do nosso corpo. Assim como epidemias deixam rastros, histórias deixam marcos, baldes furados vão pro lixo. Eu não tenho síntese. Eu não vejo o tempo. Eu saio dessa Era e em um minuto já estou no Rio Nilo.

Um comentário:

  1. :D

    e assim continuo..

    Estou adorando ler seu Blog.. .

    adorei as citações. . Hegel e Marx.. há se essas inspirações me falassem..

    abraço

    ResponderExcluir